Inês Herédia celebra 10 anos de carreira…

“Entreguei-me e nunca mais fui de mais ninguém”, disse a atriz no Instagram.

Inês Herédia celebra dez anos de carreira, marco que fez questão de destacar na sua página de Instagram, onde recordou a primeira vez que subiu ao palco.

“Há 10 anos atrás subi ao palco e soube desde o momento em que as luzes baixaram para que a peça começasse, que era irremediavelmente dele, do palco. Não tinha fuga possível (e tanto que tentei fugir dele). Este espectáculo foi talvez o momento mais espiritual que vivi até àquele dia. O meu corpo estava frio e quente ao mesmo tempo, o nervosismo desapareceu no momento em que dei o 1.º passo, e a dada altura, o tempo congelou. Vivia a catarse pela 1.ª vez. Entreguei-me e nunca mais fui de mais ninguém”, começou por lembrar a atriz. 

“Comecei a estudar, primeiro cá na ESTC e depois em Londres na MTA e na Royal e mergulhei num silêncio, num isolamento gigante durante dois ou três anos. A possibilidade de poder ser toda a gente dava-me a oportunidade de não ter de ser eu. Fui tantas. E isso, por razões óbvias, era tão libertador”, acrescentou, afirmando que a arte de representar “deixou-a crescer ao seu ritmo”. 

“Esta arte (que eu considero a mais sublime a seguir à música), emprestou-me outras pessoas até que eu descobrisse quem era. Protegeu-me, guardou-me, deu-me o espaço que o mundo não me dava, deixou-me crescer ao meu ritmo. Não me exigia conclusões, antes fazia-me perguntas. Sou a pessoa mais feliz do mundo a trabalhar, quem vai trabalhando comigo, sabe isso. Quero ser tua para sempre, ainda que sempre esteja ‘preso’ num texto de um autor, na visão de um encenador, na câmara de um realizador. Que privilégio este de conseguirmos brincar ao faz de conta eternamente”, rematou. 

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Há coisas que não se contam, mas hoje faço 10 anos de carreira, ou whatever that means. Há 10 anos atrás subi ao palco e soube desde o momento em que as luzes baixaram para que a peça começasse, que era irremediavelmente dele, do palco. Não tinha fuga possível (e tanto que tentei fugir dele). Este espectáculo foi talvez o momento mais espiritual que vivi até àquele dia. O meu corpo estava frio e quente ao mesmo tempo, o nervosismo desapareceu no momento em que dei o 1.º passo, e a dada altura, o tempo congelou. Vivia a catarse pela 1.ª vez. Entreguei-me e nunca mais fui de mais ninguém. Comecei a estudar, primeiro cá na ESTC e depois em Londres na MTA e na Royal e mergulhei num silêncio, num isolamento gigante durante 2 ou 3 anos. A possibilidade de poder ser toda a gente dava-me a oportunidade de não ter de ser eu. Fui tantas. E isso, por razões óbvias, era tão libertador. Esta arte (que eu considero a mais sublime a seguir à música), emprestou-me outras pessoas até que eu descobrisse quem era. Protegeu-me, guardou-me, deu-me o espaço que o mundo não me dava, deixou-me crescer ao meu ritmo. Não me exigia conclusões, antes fazia-me perguntas. Sou a pessoa mais feliz do mundo a trabalhar, quem vai trabalhando comigo, sabe isso. Quero ser tua para sempre, ainda que sempre esteja “preso” num texto de um autor, na visão de um encenador, na câmara de um realizador. Que privilégio este de conseguirmos brincar ao faz de conta eternamente. 💙

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Fonte: Noticias ao Minuto

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